terça-feira, 1 de julho de 2008

Butterfly


Acordei a meio do dia
Com dores de cabeça
Um nevoeiro me cega
A moleza no meio da escuridão navega.
Cara feia e negra, cheia de tristezas
Procura apenas, a mais bela das belezas
Daquelas raras de encontrar
Mas que está mesmo ali em frente ao olhar,
Em frente ao meu ser.
Agora o nevoeiro começa a desaparecer.
Cara linda e branca, cheia de alegria
Viu finalmente a bela borboleta
Sempre numa grande correria.
Cores exóticas e quentes,
O bater de asas parece poesia.
Se for preciso fazê-la correr, viver, renascer...
Farei tudo por ela, até mesmo morrer.
Ela guia-me na escuridão
Ensina-me a viver neste mundo suicida:
"Voa: Aproveita o dia presente,
confia pouco no amanhã.
Goza, respira, sente a tua liberdade."
Choro de felicidade.
É um choro impossível de controlar.
Sinto-me aliviado
Por saber estar ao meu lado,
Uma borboleta mais bela que o luar.
É este o poder que sempre tiveste
Numa vida sem sabor
O de aliviar a dor
E dar cor a negros dias.

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