sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Amanhã não me apetece dialogar

Na semana compreendida entre os dias 4 a 11 de Dezembro de 2008 levei a cabo uma experiência com as seguintes premissas. Não usar nenhum telemóvel, aceder à internet apenas por motivos profissionais e no local de trabalho (em casa apenas poderia consultar o correio electrónico relativos à faculdade), contudo poderia telefonar de um telefone fixo para telemóveis.

Porquê? Acordei, espreguicei-me e a ideia veio a cabeça. Apeteceu-me. Quis experenciar as dificuldades inerentes a esta ausência de tecnologia no meu quotidiano.

Dificuldades. Foram todas resolvidas através de um telefone de rede fixa. As situações que não consegui superar não tinham importância suficiente para ter ficado aborrecido.

Falhas. Ao terceiro dia fiz batota. Usei um telemóvel para telefonar. Razão. Não soube esperar. Característica de importância vital mas que está em perca também devido a estes luxos.

Balanço. Gostei.
O consumo diário de pornografia com a consequente masturbação, procedida da ejaculação diminui drasticamente por não poder consultar os milhões de sítios pornográficos que estão à distância de um clique.
O uso de telemóvel é o método pelo qual contacto com mais frequência as pessoas mais próximas. Ao não ter, o isolamento é maior e a sensação de estar sozinho também. Não há ninguém para ligar e também ninguém me liga.
As alucinações auditivas de ouvir o telemóvel tocar sem ele estar a tocar desapareceram.
A noção de saber que tenho telemóvel mas não o ter comigo desapareceu ao quarto dia.

Telemóvel e internet são ferramentas indespensáveis para se trabalhar, evitar a exclusão social, divertir, instruir e fundamentalmente para poder praticar o onanismo. E como eu gosto de onanar.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Preâmbulo

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo;
Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos humanos conduziram a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração humanos;
Considerando que é essencial a protecção dos direitos humanos através de um regime de direito, para que o homem não seja compelido, em supremo recurso, à revolta contra a tirania e a opressão;
Considerando que é essencial encorajar o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações;
Considerando que, na Carta, os povos das Nações Unidas proclamam, de novo, a sua fé nos direitos fundamentais humanos, na dignidade e no valor da pessoa humana, na igualdade de direitos dos homens e das mulheres e se declararam resolvidos a favorecer o progresso social e a instaurar melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla;
Considerando que os Estados membros se comprometeram a promover, em cooperação com a Organização das Nações Unidas, o respeito universal e efectivo dos direitos humanos e das liberdades fundamentais;
Considerando que uma concepção comum destes direitos e liberdades é da mais alta importância para dar plena satisfação a tal compromisso:
A Assembléia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Direitos humanos como ideal comum a atingir por todos os povos e todas as nações, a fim de que todos os indivíduos e todos os órgãos da sociedade, tendo-a constantemente no espírito, se esforcem, pelo ensino e pela educação, por desenvolver o respeito desses direitos e liberdades e por promover, por medidas progressivas de ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e a sua aplicação universais e efectivos tanto entre as populações dos próprios Estados membros como entre as dos territórios colocados sob a sua jurisdição.

Artigo 1°

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

Artigo 2°

Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação.Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autónomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.

Artigo 3°

Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Artigo 4°

Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos.

Artigo 5°

Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.

Artigo 6°

Todos os indivíduos têm direito ao reconhecimento, em todos os lugares, da sua personalidade jurídica.

Artigo 7°

Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual protecção da lei. Todos têm direito a protecção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.

Artigo 8°

Toda a pessoa tem direito a recurso efectivo para as jurisdições nacionais competentes contra os actos que violem os direitos fundamentais reconhecidos pela Constituição ou pela lei.

Artigo 9°

Ninguém pode ser arbitrariamente preso, detido ou exilado.

Artigo 10°

Toda a pessoa tem direito, em plena igualdade, a que a sua causa seja equitativa e publicamente julgada por um tribunal independente e imparcial que decida dos seus direitos e obrigações ou das razões de qualquer acusação em matéria penal que contra ela seja deduzida.

Artigo 11°

Toda a pessoa acusada de um acto delituoso presume-se inocente até que a sua culpabilidade fique legalmente provada no decurso de um processo público em que todas as garantias necessárias de defesa lhe sejam asseguradas.
Ninguém será condenado por acções ou omissões que, no momento da sua prática, não constituíam acto delituoso à face do direito interno ou internacional. Do mesmo modo, não será infligida pena mais grave do que a que era aplicável no momento em que o acto delituoso foi cometido.

Artigo 12°

Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito a protecção da lei.

Artigo 13°

Toda a pessoa tem o direito de livremente circular e escolher a sua residência no interior de um Estado.
Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país.

Artigo 14°

Toda a pessoa sujeita a perseguição tem o direito de procurar e de beneficiar de asilo em outros países.
Este direito não pode, porém, ser invocado no caso de processo realmente existente por crime de direito comum ou por actividades contrárias aos fins e aos princípios das Nações Unidas.

Artigo 15°

Todo o indivíduo tem direito a ter uma nacionalidade.
Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua nacionalidade nem do direito de mudar de nacionalidade.

Artigo 16°

A partir da idade núbil, o homem e a mulher têm o direito de casar e de constituir família, sem restrição alguma de raça, nacionalidade ou religião. Durante o casamento e na altura da sua dissolução, ambos têm direitos iguais.
O casamento não pode ser celebrado sem o livre e pleno consentimento dos futuros esposos.
A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à protecção desta e do Estado.

Artigo 17°

Toda a pessoa, individual ou colectivamente, tem direito à propriedade.
Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua propriedade.

Artigo 18°

Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.

Artigo 19°

Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e idéias por qualquer meio de expressão.

Artigo 20°

Toda a pessoa tem direito à liberdade de reunião e de associação pacíficas.
Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.

Artigo 21°

Toda a pessoa tem o direito de tomar parte na direcção dos negócios, públicos do seu país, quer directamente, quer por intermédio de representantes livremente escolhidos.
Toda a pessoa tem direito de acesso, em condições de igualdade, às funções públicas do seu país.
A vontade do povo é o fundamento da autoridade dos poderes públicos: e deve exprimir-se através de eleições honestas a realizar periodicamente por sufrágio universal e igual, com voto secreto ou segundo processo equivalente que salvaguarde a liberdade de voto.

Artigo 22°

Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social; e pode legitimamente exigir a satisfação dos direitos económicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao esforço nacional e à cooperação internacional, de harmonia com a organização e os recursos de cada país.

Artigo 23°

Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à protecção contra o desemprego.
Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual.
Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme com a dignidade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de protecção social.
Toda a pessoa tem o direito de fundar com outras pessoas sindicatos e de se filiar em sindicatos para defesa dos seus interesses.

Artigo 24°

Toda a pessoa tem direito ao repouso e aos lazeres, especialmente, a uma limitação razoável da duração do trabalho e as férias periódicas pagas.

Artigo 25°

Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.
A maternidade e a infância têm direito a ajuda e a assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozam da mesma protecção social.

Artigo 26°

Toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional dever ser generalizado; o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito.
A educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos humanos e das liberdades fundamentais e deve favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos, bem como o desenvolvimento das actividades das Nações Unidas para a manutenção da paz.
Aos pais pertence a prioridade do direito de escholher o género de educação a dar aos filhos.

Artigo 27°

Toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste resultam.
Todos têm direito à protecção dos interesses morais e materiais ligados a qualquer produção científica, literária ou artística da sua autoria.

Artigo 28°

Toda a pessoa tem direito a que reine, no plano social e no plano internacional, uma ordem capaz de tornar plenamente efectivos os direitos e as liberdades enunciadas na presente Declaração.

Artigo 29°

O indivíduo tem deveres para com a comunidade, fora da qual não é possível o livre e pleno desenvolvimento da sua personalidade.
No exercício destes direitos e no gozo destas liberdades ninguém está sujeito senão às limitações estabelecidas pela lei com vista exclusivamente a promover o reconhecimento e o respeito dos direitos e liberdades dos outros e a fim de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar numa sociedade democrática.
Em caso algum estes direitos e liberdades poderão ser exercidos contrariamente aos fins e aos princípios das Nações Unidas.

Artigo 30°
Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada de maneira a envolver para qualquer Estado, agrupamento ou indivíduo o direito de se entregar a alguma actividade ou de praticar algum acto destinado a destruir os direitos e liberdades aqui enunciados.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Bush viola santuários

Os ecologistas acusam George Bush, o Presidente cessante dos EUA, de aproveitar o que resta do seu mandato para destruir zonas protegidas daquele país, permitindo que ali passe a ser possível a exploração dde petróleo e gás natural. Assim, terá já assinado o diploma que autoriza a prospecção em 800 mil hectares em Estados das Montanhas Rochosas. O documento entrará em vigor a 17 de Janeiro, três dias antes de Obama tomar posse. Um dos maiores cavalos de batalha dos ecologistas tem sido a zona de Delicate Arch, no Estado do Utah. Ali, como noutras zonas ameaçadas, as prospecções poderão ser feitas junto de parques nacionais ou de santuários de vida selvagem. Nesta resta final da desregulamentação, Bush propõe-se ainda a fazer outros levantamentos às restrições ambientais. Alguns exemplos: as explorações agrícolas de dimensões industriais deixam de estar sujeitas ao Clean Water Act (Lei da Água Limpa) e a controlos de poluição do ar. Os limites de poluição das novas centrais eléctricas vão também ser reduzidos.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Deputado madeirense do PND exibe bandeira nazi para protestar contra o PSD

O plenário da Assembleia Legislativa da Madeira foi hoje suspenso depois de o deputado do Partido da Nova Democracia (PND), José Manuel Coelho, ter ostentado a bandeira nazi com que identificou o PSD regional.

Coelho aproveitou a discussão da alteração ao regimento, proposta pela maioria social-democrata, para chamar fascista ao líder desta bancada Jaime Ramos. E, depois de ter exibido a bandeira com a cruz suástica na tribuna, colocou este pavilhão no lugar daquele deputado que, entretanto, tinha abandonado o hemiciclo com o respectivo grupo parlamentar.

A sessão foi interrompida por decisão do presidente da mesa e, após a conferência de líderes em que foi decidido apresentar ao Ministério Público queixa contra o deputado do PND por propaganda nazi, e a retirada da sua imunidade parlamentar, o PSD requereu a expulsão do deputado da Nova Democracia.






fontes: publico.pt ; youtube.com

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Cleptomania

inclinação mórbida para o roubo. (Do gr, kléptein, «furtar» + mania, «loucura»).

domingo, 19 de outubro de 2008

Slacker Uprising

Slacker Uprising" takes place in the wake of "Fahrenheit 9/11," during the run-up to the 2004 election, as Michael Moore traveled for 42 days across America, visiting 62 cities in a failed attempt to remove George W. Bush from office. Michael Moore goal was to help turn out a record number of young voters and others who had never voted before. (That part was a success. Young adults voted in greater numbers than in any election since 18-year-olds were given the right to vote. And the youth vote was the only age group that John Kerry won.)


quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Morcegos Libertinos Borboletas Voadoras


Aos amigos da noite! Aos que nos beijam, dizendo o quão fantásticos e importantes somos nas suas vidas, mas que, quando o efeito do ecstasy passa, atacam-nos insultando e criticando cobardemente pelas costas!
Aos amigos sempre presentes quando temos droga para oferecer e copos para pagar, acabando por desaparecer quando estamos tristes, vulneráveis e a precisar de desabafar com alguém.
Aos seres flamejantes que conheceemos numa noite em que a cocaína e o álcool nos fazem sentir que eles são os melhores amigos do mundo, mas que na noite seguinte, sóbrios, nem sequer reconhecemos.
Ao sexo! Vazio, práctico e desprovido de sentido!
Aos amantes de uma noite, de meras horas, aqueles cujos nomes não recordamos ao acordar.
Aos rostos jovens, alegres e vazios, e aos magníficos corpos sem essência nem alma!
Às estrelas, afinal, a única coisa em que podemos confiar numa madrugada escura!
Às drogas e ao álcool, por nos fazerem viver num mundo mais belo!
Um brinde à noite, ao cintilar das luzes, ao fútil, à falsidade e à hipocrisia.
E, já agora, a mim!!!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Entrevista Ao Dalai Lama

A visita de Tenzin Gyatso, 14° Dalai Lama a França, atraiu milhares de fieis e fez correr muita tinta. Aos 73 anos, o Prémio Nobel da Paz que se descreve como um simples monge budista, exerce um fascínio planetário. Na sua passagem por Nantes, o Dalai Lama defendeu as concepções que tem da vida ao microfone da euronews. Antes de partir para a Índia, terra de exílio há 50 anos, dá algumas dicas sobre o sucesso obtido.



Dalai Lama – O Tibete é algo misterioso e uma pessoa que venha de lá é alvo de curiosidade. E depois, cada vez um maior número de pessoas mostra interesse pelas minhas ideias. E a principal ideia que defendo, a minha mensagem é a de que todo o ser humano tem direito a uma vida feliz e a uma família feliz.Para o conseguir, damos muita atenção ao dinheiro, aos valores materiais. Não damos a devida atenção aos valores morais. A harmonia entre diferentes religiões também é essencial. Sinto um enorme respeito e admiro as diferentes tradições… alguns amigos cristãos decrevem-me como um bom cristão. Temos uma experiência comum, uma prática comum apesar das diferentes filosofias. E talvez algumas pessoas expressem amor pelo sorriso…

euronews – Os Jogos Olímpicos estão quase no fim, as nações celebram os campeões …entretanto, o senhor diz que o Tibete continua a sofrer uma nova revolução cultural. Qual é a situação, neste momento, no Tibete?

DL – Basicamente, a situação está muito tensa. Muito exército, muitos agentes de segurança por todo o lado. E a comunidade tibetana vive lá, naquela terra…e chega-nos a informação que os oficiais do regime iniciaram a construção de estruturas militares. Isso quer dizer que a partir de agora a presença militar é permanente, o que indica que a política agressiva continua.

euronews – Vai mudar a sua abordagem do problema ou pensa fazer concessões aos chineses, que não confiam em si quando afirma não querer a independência? A China não reconhece o seu governo no exílio, nem a bandeira tibetana nem o hino…há alguns sacrifícios, algumas concessões que esteja pronto para fazer?

DL – Porque é do nosso próprio interesse, comprometemo-nos a continuar na República Popular da China. E porque o Tibete fica longe, não tem litoral e tem uma pequena população, interessa-nos estar inseridos na República da China. Mas temos uma língua própria e, com ela, uma herança cultural sofisticada e uma tradição budista muito, muito rica. Não são apenas 6 milhões de pessoas, incluindo as tibetanas, mas muito mais nesta região do mundo: partilham o mesmo budismo, a mesma cultura budista. Para preservar a cultura, tendo o maior cuidado com o ambiente, é (com excepção dos Negócios Estrangeiros e da Defesa) a Educação, a Economia e, claro, a religião. Estes sectores devem ser geridos pelos próprios tibetanos com autonomia. Actualmente, a constituição chinesa atribui aos diferentes grupos étnicos tibetanos um estatuto de autonomia, também consagrado no livro branco dos direitos das minorias…no papel…. os pontos mencionados são muito bons… mas não estão implementados!

euronews – Há divisões na comunidade budista e entre os budistas tibetanos. Alguns, da nova geração discordam do “meio termo”, estão a ficar impacientes. Acha que a violência vai aumentar?

DL – Acho que não. Mesmo as organizações de jovens, organizações de jovens tibetanos, apoiam o princípio de não violência Olham para a independência em termos políticos, desde o princípio querem a independência total. Estamos comprometidos com a democracia que permita vozes diferentes, pontos de vista diferentes, ideias novas.

euronews – O presidente norte-americanos George W. Bush, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro inglês Gordon Brown estiveram consigo este ano…não vai encontrar-se com Sarkozy, actalmente líder europeu. Estará com Kouchner e Carla Bruni Sarkozy. Será que os famosos defendem melhor do que os políticos a causa do Tibete?

DL – Para alguma publicidade talvez! (risos) Mas claro que o governo francês, o presidente, o ministro dos Negócios Estrangeiros, desde o princípio, imediatamente a seguir à crise de 10 de Março, expressaram publicamente a sua preocupação.

euronews – Que mais espera dos líderes mundiais?

DL – A China é a nação mais populosa do mundo e uma importante nação. Por isso as boas relações são muito, muito importantes. Mas, entretanto, a China tem de entrar no caminho da democracia. Da democracia, do estado de direito, da abertura à liberdade de informação, são aspectos muito importantes. E, claro, os direitos humanos e a liberdade religiosa… são valores universais que dizem respeito a todos e por isso, povos e governos devem respeitar.

euronews – Quando dirigentes políticos, como o presidente francês, vão à Cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos e vendem dois reactores nucleares à China, sem se encontrarem consigo…acha que ajuda a democracia?

DL – Tem de ser você a julgar…(risos)

euronews – Sugeriu nos encontros desta semana que a sede da União Europeia devia mudar-se para a Polónia e que se a Rússia entrasse na NATO a sede devia ser a Moscovo. Tem algum problema com Bruxelas?

DL – Não, não…sou um dos admiradores da União Europeia, sempre a defendi. O que penso é que o espírito da União Europeia deve ser alargado E agora, afortunadamente a ex-união soviética mudou. Na Federação Russa parece ter voltado a antiga maneira de pensar…todo o género de antigas tendências e hábitos estão de regresso. Não é nada bom! Assim, a grande Rússia deve vir para o mundo da comunidade europeia. E para reduzir a distância e o medo, a NATO deve mudar-se para Moscovo. E o medo desaparece! É a minha lógica. Não estou nada zangado com Bruxelas. Nunca!

euronews – A compaixão está no centro da sua filosofia. Pode ser aplicada a qualquer situação no mundo. Mas poderá ser aplicada no que que respeita ao terrorismo?

DL – Sim, claro! Compaixão aplica-se à pessoa e não às acções. Exemplo do terrorismo: quando alguém é terrorista, é a pessoa que deve despertar a compaixão. Se tivermos compaixão há uma possibilidade real de mudança. Com os seres humanos, em geral… se mostrarmos compaixão em relação a eles passa a haver uma possibilidade real de mudança de comportamento. Se os perseguirmos com ódio, estamos a criar mais terroristas. Hoje há um Bin Laden, e depois passam a ser 100 Bin Laden. A compaixão é a única força que pode interromper o ciclo. Compaixão em relação à pessoa, porque em relação aos actos, temos de nos opôr.

euronews – As pessoas especulam sobre a sucessão…fala de retirar-se mas está cheio de energia…portanto, o que quer dizer?

DL – Tenho dois compromissos principais: a promoção dos valores humanos e a promoção da harmonia religiosa. Depois tenho um terceiro compromisso que é a luta tibetana. Quando a luta tibetana está em causa, a luta é do povo. Enquanto eu continuar tenho de contribuir. Mas a verdadeira responsabilidade é do povo tibetano, em si. Eu ajudo a servi-lo. A lei do Lama está caduca. Neste caso, os tibetanos consideram que a instituição não vai durar muito mais tempo…ok… se esse sentimento chegar…então a instituição do Dalai Lama acaba. Prefiro assim, porque o 14° Dalai Lama não é o melhor Dalai Lama… também não é o pior Dalai Lama. É bastante popular. Assim, se chegarmos a esse ponto, a instituição do Dalai Lama cessa, este Dalai Lama cessa ou acaba com graça. É muito melhor…outra reincarnação pode ser uma desgraça, pode ser pior!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

sábado, 23 de agosto de 2008

Todos os anos aproximadamente 2,500 pessoas canhotas morrem ao usar objectos ou maquinaria desenhada para pessoas dextras.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

domingo, 6 de julho de 2008

You're A Naughty Boy Mr. Mugabe

Este vídeo foi feito numa câmara fornecida pelo diário britânico The Guardian e mostra um antigo combatente explicando aos guardas de uma prisão como preencher os boletins de voto em nome do presidente Robert Mugabe. Mugabe, no poder desde 1980, anunciou uma vitória esmagadora na segunda volta das presidenciais em que era concorrente único, depois da desistência do líder da oposição, Morgan Tsvangirai, por causa da campanha de violência que causou pelo menos 103 mortos. O autor do filme, Shepherd Yuda, 36 anos, 13 como guarda prisional, fugiu do Zimbabué com a família por temer pela sua vida. Yuda revelou que o seu tio foi morto e que o pai foi espancado por um grupo de apoiantes do Zanu-PF, o partido de Mugabe.


terça-feira, 1 de julho de 2008

Butterfly


Acordei a meio do dia
Com dores de cabeça
Um nevoeiro me cega
A moleza no meio da escuridão navega.
Cara feia e negra, cheia de tristezas
Procura apenas, a mais bela das belezas
Daquelas raras de encontrar
Mas que está mesmo ali em frente ao olhar,
Em frente ao meu ser.
Agora o nevoeiro começa a desaparecer.
Cara linda e branca, cheia de alegria
Viu finalmente a bela borboleta
Sempre numa grande correria.
Cores exóticas e quentes,
O bater de asas parece poesia.
Se for preciso fazê-la correr, viver, renascer...
Farei tudo por ela, até mesmo morrer.
Ela guia-me na escuridão
Ensina-me a viver neste mundo suicida:
"Voa: Aproveita o dia presente,
confia pouco no amanhã.
Goza, respira, sente a tua liberdade."
Choro de felicidade.
É um choro impossível de controlar.
Sinto-me aliviado
Por saber estar ao meu lado,
Uma borboleta mais bela que o luar.
É este o poder que sempre tiveste
Numa vida sem sabor
O de aliviar a dor
E dar cor a negros dias.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Auto-Evolução

"A única dádiva do mar são os seus sopros severos, e, ocasionalmente, a oportunidade de nos sentirmos fortes. Agora, não sei muito sobre o mar, mas sei que essa é a maneira como ele é aqui. E também sei o quão importante ele é na vida, não necessariamente para se ser forte, mas para se sentir forte, para se avaliar, pelo menos uma vez. Para se encontrar, pelo menos uma vez, na mais antiga das condições humanas, encarando a cegueira, a surdez, sozinho, sem nada para o ajudar senão as suas mãos, e a sua própria cabeça."

segunda-feira, 3 de março de 2008

The Bedlam In Goliath





On the first month of 2008 the ALBUM OF THE YEAR saw the day light.
The Bedlam In Goliath by The Mars Volta

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

SCREAM


Scream like you never have before,

Scream till you can’t scream anymore,

Scream like your throat is bleeding,

Scream till your heart stops beating.