sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Amanhã não me apetece dialogar

Na semana compreendida entre os dias 4 a 11 de Dezembro de 2008 levei a cabo uma experiência com as seguintes premissas. Não usar nenhum telemóvel, aceder à internet apenas por motivos profissionais e no local de trabalho (em casa apenas poderia consultar o correio electrónico relativos à faculdade), contudo poderia telefonar de um telefone fixo para telemóveis.

Porquê? Acordei, espreguicei-me e a ideia veio a cabeça. Apeteceu-me. Quis experenciar as dificuldades inerentes a esta ausência de tecnologia no meu quotidiano.

Dificuldades. Foram todas resolvidas através de um telefone de rede fixa. As situações que não consegui superar não tinham importância suficiente para ter ficado aborrecido.

Falhas. Ao terceiro dia fiz batota. Usei um telemóvel para telefonar. Razão. Não soube esperar. Característica de importância vital mas que está em perca também devido a estes luxos.

Balanço. Gostei.
O consumo diário de pornografia com a consequente masturbação, procedida da ejaculação diminui drasticamente por não poder consultar os milhões de sítios pornográficos que estão à distância de um clique.
O uso de telemóvel é o método pelo qual contacto com mais frequência as pessoas mais próximas. Ao não ter, o isolamento é maior e a sensação de estar sozinho também. Não há ninguém para ligar e também ninguém me liga.
As alucinações auditivas de ouvir o telemóvel tocar sem ele estar a tocar desapareceram.
A noção de saber que tenho telemóvel mas não o ter comigo desapareceu ao quarto dia.

Telemóvel e internet são ferramentas indespensáveis para se trabalhar, evitar a exclusão social, divertir, instruir e fundamentalmente para poder praticar o onanismo. E como eu gosto de onanar.

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